,

Papo com a Escritora: Samanta Holtz

Gabrieli de Cinque17:17



♥ Samanta, conte um pouco mais de você e do seu trabalho para nossos leitores.
Sou uma pessoa sonhadora, persistente e muito otimista. Gosto de pensar que o copo está sempre meio cheio! (risos) Confio muito em Deus e nos planos que Ele tem para nossas vidas, desde, é claro, que saibamos fazer bom proveito das oportunidades.
Escrevo desde muito nova, desde histórias em quadrinhos, poesias, reflexões... até que, aos 14 anos, comecei a criar romances. Estou escrevendo o meu quinto livro, no momento, e minha primeira publicação aconteceu em 2012, com o romance histórico intitulado “O Pássaro”. Este ano, em alguns meses, será publicado meu segundo romance: “Quero ser Beth Levitt”, desta vez, um romance contemporâneo a respeito de uma bailarina órfã que acaba de completar 18 anos e sair do abrigo onde viveu por toda a adolescência! Promete muitas emoções :)

♥ Com que idade surgiu o interesse em escrever livros?
Como mencionei acima, já escrevia diversos tipos de texto. O livro propriamente dito começou na adolescência, aos 14 anos. Comecei uma história no final de um velho caderno e imaginei que resultaria em um conto. Por fim, a história cresceu de tal modo que, quando vi, as páginas do caderno haviam acabado e ainda tinha muita coisa para acontecer. Foi um romance escrito sem querer!!!


Como você decidiu que iria tornar seu sonho realidade e o que fez para alcançar isso?
Concluí meu primeiro romance aos 16 anos e imprimi algumas poucas vias em uma gráfica da minha cidade para os amigos e familiares lerem. Não contava a ninguém que eu escrevia – pelo contrário, morria de vergonha!!! Até que os primeiros leitores começaram a elogiar muito, dizer que eu precisava publicar aquela história... sei que eram todos suspeitos (risos), mas me incentivaram muito. Eu achava que era um sonho ousado demais, para mim... “Imagine só, ser escritora!!!”. Nem sabia como isso funcionava. Até que uma professora de português leu a história e me devolveu com um parecer tão carinhoso e emocionado que me fez levar a ideia a sério. Pesquisei e descobri sobre o registro na Biblioteca Nacional, o envio de originais às editoras... e parti para as tentativas. Mirava minhas tentativas sempre nas maiores editoras (risos) e sempre vinha o “não” ou a ausência de resposta. Hoje, vejo que realmente meu livro tinha muito a melhorar, antes de ser aceito! Mas não desanimei. Continuei escrevendo e continuei tentando publicar. Consegui em 2011, com meu terceiro romance, “O Pássaro”, mas após anos tentando e revisando o texto para melhorá-lo. É muito trabalho, mas vale a pena!

♥ Como escolheu o público que gostaria de atingir e o qual tema abordaria?
Na verdade, foi o caminho contrário; não escolhi o público antes para depois escrever; foi a história que me escolheu, que se instalou em minha mente e em meu coração, para que, depois de publicada, o público a escolhesse J É normalmente assim que funciona!

♥ Levou muitos "não" por aí antes do sim de sua editora?
Sim, vários!! A maioria porque, realmente, eu ainda tinha muito a melhorar e amadurecer em minha escrita. E outros porque, realmente, as editoras são extremamente seletivas e querem nomes interessantes para suas publicações. É difícil apostarem em gente nova, e eu entendo, pois é o lado “comercial” deles, enquanto empresa. Mas eu não desisti, continuei lutando e melhorando até, enfim, dar certo! E, depois que publiquei, algo que nunca sonhei começou a acontecer: as editoras virem me procurar!!!

♥ Diga algo que possa motivar alguém que também sonha em escrever um livro e tê-lo publicado.
Não podemos nos deixar abater pelas dificuldades. Para a grande maioria dos novos autores, como em qualquer outra carreira artística, a porta de entrada é a mais difícil de ser aberta. No entanto, depois que a atravessamos, desde que saibamos nos colocar bem diante do público e das editoras e fazer um bom trabalho, as coisas acontecem com mais facilidade. Um “não” não significa que seu trabalho seja ruim; significa que tem muuuita gente querendo o seu espaço, e pode ser que ainda não seja a sua vez. Confie em Deus e que há o melhor momento para tudo; e continue fazendo a sua parte, ou seja, trabalhando e se esforçando. Quando olho para trás, agradeço cada “não” que recebi, pois hoje (e só hoje) vejo que, de fato, ainda não era o momento certo para eu conseguir. Claro, tenha um bom senso crítico, veja se realmente o seu dom está na escrita, o que você ainda precisa melhorar (pois sempre precisamos)... para isso, conte com o parecer de pessoas críticas e sinceras, que lhe darão pareceres sinceros sobre o seu trabalho. E PERSISTA!!!

♥ Conte mais sobre seu livro e seus novos projetos.
“O Pássaro” é um romance histórico que se passa na época do Feudalismo (século XIII) e conta a história de Caroline Mondevieu, a filha de um barão muito importante e, também, muito cruel. Ela é contra as convenções da época e da sociedade e tudo o que quer é ser livre. Quando se vê diante de um casamento arranjado, sem chance de dar sua opinião, e sofrendo com a crueldade do seu pai, ela traça planos de fugir. Para isso, contará com a ajuda de Bernardo, um charmoso domador de cavalos das suas terras, com o qual não se dá nada bem, mas que compartilha do mesmo sonho que ela: ser livre.
“Quero ser Beth Levitt” é sobre uma jovem bailarina chamada Amelie Wood. A garota perdeu os pais muito cedo e, desde então, vive em um abrigo de meninas. Em seu décimo oitavo aniversário, ela deixa o lugar onde viveu toda a adolescência para enfrentar o mundo em busca dos seus sonhos, levando consigo seu bem mais precioso: o velho exemplar do romance que sua mãe lia para ela, na infância. "Doce Acaso" contava a história de Beth Levitt, uma jovem que, como ela, amava o balé e via sua vida mudar ao conhecer o príncipe Edward. Ao soprar as velas, Amie não tem dúvida quanto ao pedido: "Quero ser Beth Levitt!". Espero que os leitores que já se encantaram com “O Pássaro” também gostem do meu novo trabalho! E dos que estão por vir!

♥ Encontre a autora: Blog / Twitter"O Pássaro" (skoob) / "Quero ser Beth Levitt" (skoob)

You Might Also Like

0 comentários

Twitter

Instagram