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A cor é só mais uma característica

Becca Campelo15:32

Vez ou outra a televisão brasileira nos apresenta algo que realmente vale à pena. Domingo, enquanto eu almoçava, a Tv estava ligada na Globo e a apresentadora do programa deu espaço para uma jornalista falar sobre seu projeto fotográfico, eu não estava prestando atenção mas entendi algo como "usei a cor do nariz de cada pessoa para pintar o fundo da foto e mostrar que cor cada um realmente é", achei interessante e fui pesquisar. O nome da moça é Angélica Dass e o projeto se chama Humanae. Vou usar a matéria da BBC para contar pra vocês sobre o que é o projeto.

"A artista brasileira Angélica Dass resolveu usar a conhecida escala de cores Pantone para catalogar os diferentes tons de pele dos seres humanos. O resultado é o projeto Humanae, um trabalho fotográfico que, segundo a artista, retrata a "beleza das diferenças".

Dass começou seu catálogo em abril e desde então já fotografou mais de 200 pessoas. Cerca de 150 fotografias já estão disponíveis no website do Humanae (http://humanae.tumblr.com/), mas a ideia da artista é expandir essa amostra para fazer um imenso "inventário cromático" dos tons de pele dos seres humanos. "Estou apenas começando", explica.
A escala Pantone é um sistema de classificação de cores que serve de referência para o mundo do design, da moda e programas de computador como o Photoshop. Para associar o tom de pele de uma pessoa a uma cor neste catálogo, Dass extraiu um pequeno fragmento do rosto de cada um dos retratados.
Em seguida, a cor correspondente na escala foi usada para pintar o pano de fundo da fotografia.
"A ideia desse trabalho é que nós podemos abraçar e apreciar as diferenças, mas sempre lembrando que, como seres humanos, somos todos iguais", contou Dass à BBC Brasil.
A fotógrafa vive há cinco anos na Espanha, onde estudou jornalismo e fotografia, mas nasceu e foi criada no Rio de Janeiro. Formada em design de moda no Senai e na faculdade de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, trabalhou como estilista no Brasil antes de mudar-se para Madri.
O Humanae começou como um projeto pessoal. "Meu pai era negro, adotado por uma família de brancos; minha mãe, descendente de índios e negros - então a minha família já oferecia uma ampla amostra de tons de pele", conta a brasileira.
"Comecei fotografando meus parentes para uma árvore genealógica que retratasse as nossas cores. Logo passei para meus círculos de amizade e percebi que seria muito interessante expandir o trabalho, incluindo outras pessoas", diz Dass.
Por enquanto, a maior parte das fotografias foi feita em Madri, mas um dos planos de Dass é viajar para ampliar seu projeto em outros países. O Brasil é uma das prioridades para a artista. "Até porque a diversidade brasileira foi o que inspirou o meu trabalho", explica.
Um de seus desafios é conseguir apoio para as viagens. Dass gostaria de se vincular a uma instituição ou organização ligada à arte para ampliar o Humanae. "Não poderia aceitar um patrocínio mais comercial, porque isso desvirtuaria o projeto", diz.
A brasileira conta que não esperava que seu trabalho tivesse tanta repercussão: "Estou sendo procurada pela imprensa de diversos países e recebendo cartas de todas as partes do mundo com sugestões para incluir um ou outro tipo humano." " BBC(conteúdo integral)
Ideia muito diferente e interessante, não é? Confiram algumas fotos:

O site do projeto conta com muitas outras fotos lindas, corram para dar uma olhada!
Qual a fotografia preferida de vocês?

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3 comentários

  1. Belo post.


    Beijos
    Mulher Antenadíssima ♥

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  2. Amanda Mello Paramore20 de novembro de 2013 19:58

    Muito legal esse projeto, o mais legal e q qndo vc olha as cores no plano de fundo ve qnto elas sao lindas.

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  3. Sensacionaaaaal! Adorei mesmo, iniciativas assim são importantíssimas. Parabéns pela postagem! Bjs, Isabela.

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