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"Não ao conformismo."

Gabrieli de Cinque13:03


    As coisas ruins acontecem na mesma frequência que coisas boas. A única diferença é que damos mais atenção as ruins, e nem aproveitamos direito – ou como deveríamos aproveitar – as boas. Isso cabe ao fato de sermos egoístas, e acharmos que as coisas ruins acontecem com apenas nós, e nos fecharmos no mundinho pessimista e amargo de “as-coisas-só-dão-errado-para-mim”.

    Não que eu seja uma pessoa super positiva e pra cima, pelo contrário. Na maior parte do tempo também passo dentro desse mundinho. Mas não é porque me comporto assim, que tenho que fechar os olhos e não enxergar as coisas como realmente são. A vida não é como filmes ou livros, que num passe de mágica todas as peças voltam para seus lugares e todos terminam rindo, batendo palmas, assistindo um casal se beijando apaixonadamente na chuva. Na vida real as coisas doem, demoram a cicatrizar e antes mesmo de se recuperar de uma dor outra vem e te faz ficar muito pior. E ninguém vai passar a
mão em sua cabeça e dizer que está tudo bem, porque, acredite, para ela também não está bem, e talvez ela, assim como você também, está esperando que alguém a afague e diga que as coisas vão se ajeitar.

    Li em um livro que não existem pessoas adultas. Não existe essa que depois de uma idade as coisas vão ser bem mais claras em sua mente e você não vai sentir medo ou insegurança. Todos, até os de cabelos
brancos, tem seus grandes medos e suas inseguranças bobas. O que passam a fazer, lá pros seus vinte e tantos anos, é esconder o receio com um sorriso duro no rosto, como se nada mais os fizesse temer. Mas temem. E muito.

    Então cabe a nós não se afogar em nossas próprias dobras interiores, e achar que esperar por uma idade maior resolverá as coisas mais rápido. Temos que tirar o pó de nossas forças – que temos sim, sim senhor – e correr atrás do problema e resolve-lo da melhor e mais eficiente maneira possível.
Não ao conformismo. Sim a perseverança e a clareza de visão. Entender que a vida não é fácil para ninguém. E que todos, assim como você, eu, o vizinho e nosso cantor favorito, sentem medo e passam por momentos difíceis.

 – N. L. Resabinar.

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